quarta-feira, 17 de março de 2010

A vida e as Estações do Ano



Embora efémera, a vida evolui, não é um processo estático, permanente e linear, sofre alterações, nuns indivíduos mais do que noutros mas em todos isso é observável. As mudanças são parte intrínseca a cada ser humano. A evolução do ser humano é uma sucessão de estádios, comparável à natureza, ao planeta, ao cosmos.
Podemos estabelecer uma analogia entre a natureza e o ciclo de vida do Homem, falamos das quatro estações que compõem um ano, que se sucedem umas às outras, usando o mesmo fio condutor, uma linha que une o início ao fim do ano, assim é com o ser humano, existe uma linha invisível que une todos os estádios do seu desenvolvimento desde o nascimento à morte, essa linha é a hereditariedade, palavra comprida mas contida em pequenos genes. Começamos pela Primavera, passamos ao Verão, seguidamente vem o Outono e por fim surge-nos o Inverno, com o ser humano o percurso assemelha-se, temos a Infância, a Adolescência, a Adultez e finalmente a Velhice.
Cada estação tem a sua beleza, a sua dinâmica, interfere positiva ou negativamente no crescimento dos seres vivos, assim, com os humanos o meio ambiente é uma peça fundamental na sua caminhada desde a alvorada até ao crepúsculo.
Com o findar de uma estação, outra se apresenta, vestida de matizes diferentes, de cheiros e brilhos. É chegada a hora da renovação.
Cada estação passa um testemunho à seguinte, assim é com o desenvolvimento humano, cada fase é afectada pela que antecedeu e irá afectar a que a precede.
Tal como na natureza, em que cada ano é diferente de todos os outros, também o indivíduo é único, diferente de qualquer outro, tem a sua própria identidade e personalidade, entre muitas outras diferenças que poderíamos descrever. A vida emerge timidamente, pelo meio alcança o apogeu e maturação, e posteriormente entra no ocaso, assim é como um dos dias da nossa vida, o sol nasce, sobe alto e aquece os seres vivos, para mais tarde se pôr lentamente atrás da linha do horizonte, até desaparecer diante dos nossos olhos e a escuridão descer à terra.

Sem comentários:

Enviar um comentário